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“Pouco valor terá a catequese, mesmo substanciosa e segura, se não for transmitida com eficiência de expressão e apoio daqueles subsídios didáticos que hoje se apresentam sempre mais ricos e sugestivos”.
(João Paulo II)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

pecado

 
PECADO
     Deus nos deu o livro arbítrio, dando total liberdade para fazermos nossas escolhas, mas muitas vezes usamos essa liberdade de modo errado caindo no pecado.
     O pecado é o rompimento com Deus, é tudo aquilo que esta contra a lei de Deus.  O pecado faz tanto mal que Jesus veio para tirar os pecados do mundo “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" “.                                        A conseqüência de nossos pecados é Cristo pregado na cruz.
Leitura Proposta:  Gênesis: 3, 1-23
         Como Eva teve a tentação da maça, também temos muitas tentações, ela sabia que Deus tinha proibido o fruto da arvore e mesmo assim ela o comeu. Por meio de Moises sabemos as leis de Deus e mesmo assim ainda caímos na tentação de desobedecermos.
  Todas as vezes que desobedecemos às leis de Deus estamos pecando. São João Disse: “ Aquele que diz que não peca esta mentindo.
Os Mandamentos da lei de Deus são:

 Os Dez Mandamentos da lei de Deus

 1.      Amar a Deus sobre todas as coisas; O primeiro mandamento fala para o homem acreditar em Deus, a esperar nele e a amá-lo acima de tudo.
2.      Não Tomar seu santo nome em vão; O segundo mandamento prescreve respeitar o nome do senhor, o nome do senhor é santo.
3.      Guardar domingos e festas; No domingo e em outros dias de festa de preceito, os fieis têm a obrigação de participar da missa, evitando as atividades e negócios que impeçam de estar em oração com Deus, a alegria própria do dia do Senhor e o devido descanso da mente e do corpo.
4.      Honrar pai e mãe; Os filhos devem a seus pais respeito, gratidão e obediência. O respeito favorece a harmonia de toda a vida familiar.
5.      Não Matar; Toda vida humana, desde o momento da sua concepção até a morte, é sagrada porque a pessoa humana foi criada por si mesmo a imagem e semelhança do Deus vivo e santo. Só Deus é dono da vida, ninguém em nenhuma circunstancia pode reivindicar para si o direito de destruir um ser humano inocente.
6.      Não pecar contra a castidade; Não devemos tratar o nosso corpo como um corpo qualquer na Terra, mas sim como templo do Espírito Santo de Deus.
7.      Não Furtar;
8.      Não Levantar falso testemunho; A mentira consiste em dizer o que é falso com a intenção de enganar o próximo, que tem direito a verdade. Mentiras que consideramos leves podem magoar pessoas de um jeito irreversível.
9.      Não desejaras a mulher do próximo; Devemos ser fiel com nossa esposa, e com os nossos irmãos, devemos respeitar a união deles e assim não criar um ambiente de ódio e inveja.
10.  Não cobiçar as coisas alheias; Devemos dar valor às coisas que temos, e não invejarmos as coisas dos outros. E batalharmos por aquilo que realmente precisamos.
Se o pecado é o rompimento precisamos de uma reconciliação, algo que nos aproxime de Deus novamente e nos purifique de nossos pecados. Por isso que Jesus deixou o sacramento da reconciliação, ele sabia que a nossa fraqueza nos levaria ao pecado.
“ Os pecados daqueles que perdoardes serão perdoados. Os pecados daqueles que não perdoardes não serão perdoados “   (Jo 20,22-23)
        Este sacramento não só concede a remissão dos pecados, como também leva a uma verdadeira ressurreição espiritual. Quem se confessa com o desejo de progredir não recebe apenas o perdão de Deus e a graça do Espírito Santo, mas também a luz preciosa para o caminho da perfeição.
              Para uma boa confissão é necessário o arrependimento e o exame de consciência, o exame de consciência é o primeiro passo para a confissão é quando paramos para analisar tudo o que fizemos, vendo se fugimos das leis do pai, o arrependimento é extremamente necessário, pois quando nos confessamos estamos dispostos a nos esforçarmos ao Maximo para não cometermos os mesmos pecados novamente.                   Depois da confissão vem a penitencia que traz a exigência de um esforço pessoal e eclesial de conversão e arrependimento e assim temos o perdão pela absolvição sacramental dos pecados, Deus concede o perdão e a paz.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

leitura orante

 
DEZ PASSOS PEDAGÓGICOS PARA A PRÁTICA DA LEITURA ORANTE DA BíBLIA  (Lectio Divina)

1º PASSO: Procure um lugar agradável e acomode-se e com os olhos fechados. Respire profundamente e devagar várias vezes, sentindo toda a tensão saindo do corpo e Deus ocupando o lugar central do seu ser. Coloque-se na presença d'EIe, dando alguns minutos para que a "poeira" de seus pensamentos e suas ações se assente um pouco. Respire paz, tranqüilidade, harmonia, segurança... inspire, insegurança, medo, tensão...

2º  PASSO:  Através de um canto, um mantra conhecido ou uma oração, peça as luzes do Espírito Santo para esse tempo de oração. Sem a força e o auxilio do Espírito Santo de Deus, nosso esforço será inútil.

3º PASSO: Agora abra a sua Bíblia e comece a ler o texto indicado. É preciso ler nas linhas e nas entrelinhas, pois o autor do texto Bíblico ao escrevê-lo, não estava pensando em mim, em você ou nos problemas do nosso século. Ao escrever o texto, ele estava dando uma resposta a um problema concreto que a comunidade dele estava enfrentando. Â partir do texto indicado procure descobrir qual é esse problema. O que estava acontecendo na comunidade do autor que o levou a escrever esse texto?

4º PASSO: Esse passo, a meditação, quer atualizar o que se leu, buscando o seu sentido para a nossa vida de hoje, aqui no Brasil, no lugar onde moramos, e portanto, vai responder a pergunta: O que diz o texto para mim, para nós? O que esse texto tem de semelhante e de diferente com a nossa vida? Com a nossa comunidade? O que tem a ver com o nosso país?

5º PASSO: Oração é entrar em sintonia e diálogo com Deus dando uma resposta solicitada pela Palavra lida e meditada que nos foi dirigida por Ele. Agora é o momento de nos colocar em comunhão íntima com Ele e expressar nossos sentimentos, angústias, apreensões, alegrias e sonhos que por ventura surgiram durante a leitura e a meditação. Você não deve se preocupar em falar muito e em preparar palavras bonitas, que fórmula usar. Fale com espontaneidade, simplicidade e naturalidade e conte a Deus Pai tudo o que o seu coração sentiu e experimentou a partir das descobertas feitas até agora.

6° PASSO: A contemplação introduz-nos numa "conversa tranqüila com Deus", sem outro desejo a não ser o de permanecer ao seu lado. Olhar e sentir-se olhado por Ele, num sentimento de adoração, escuta e silêncio. Esta presença e esta proximidade tornam-se sempre mais silenciosa, como em um "passeio entre o amado e a amante, em que, num certo momento, após o diálogo e a alegria do reencontro, fica-se simplesmente um perto do outro. Não se diz mais nenhuma palavra, falam apenas com os olhos e com o coração. Assim, sempre mais próximo de Deus, conhece-se em profundidade seu pensamento, pressente se claramente seu coração no texto e abandona-se a ele". Uma outra característica da contemplação é que, dentro do método da leitura orante, ela é ativa, exige conversão, tomada de posição. Quando, através do texto, lido, meditado e rezado, experimentamos o amor de Deus, algo acontece conosco. Mudamos. Não podemos mais ficar na mesma. Esse é o desafio, realizar aqui e agora o Reino de Deus.

7º PASSO:  O Método da Leitura Orante da Bíblia é como um mapa: indica o caminho, mostra o que Deus quer de nós. O mesmo Deus qne estava presente no texto lido, meditado, orado e contemplado e que respondia ao grito do povo sofredor (Ex 3,7), está e estará sempre presente na nossa vida, falando conosco a partir de nossa realidade e espera uma tomada de posição da nossa parte, pois sua fala é sempre um apelo a um compromisso pessoal e comunitário com a vida, com os outros, com a transformação da história. Nós somos convidados a tomar uma posição, assumir um compromisso concreto e um dia estaremos no céu e escutaremos as palavras de Jesus: "Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de bebe; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim (Mt 25,35).\

8º PASSO: Rezar um salmo. Salmos são orações poéticas, das quais cerca de cem expressam lamentação e/ou denúncia, e cinqüenta, louvor. Eles dizem que Deus é Alguém: que aparece a qualquer momento; está em comunicação direta com os homens; intervém nos momentos críticos da vida; vence as guerras; curas as doenças; chega a mudar as leis da natureza para realizar o seu plano com os homens.Todos eles nasceram de Circunstâncias que nós também vivemos: alegria, gratidão, tristeza, angústia, dúvida, desespero, frustração, abandono, derrota, luta, vitória, solidão, doença, busca de Intimidade, crise, paz, guerra, incompreensão fidelidade, amizade, traição, doença, velhice, perseguição, injustiça, opressão, sensação de contradição. Por exemplo, se a sua oração te levar a agradecer, reze o Salmo 100, 118; se você estiver angustiado reze o Salmo 51; se você estiver ansioso. reze o Salmo 46; se você estiver em viagem, reze o Salmo 121; se estiver cansado, reze o Salmo 91; se estiver contrito, reze o Salmo 4 ou o 42; se estiver deprimido, reze o Salmo 34, 91 ou o 118,5-6; se estiver desencorajado, reze o Salmo 23 ou o 55,22; em dificuldade, reze o Salmo 16 ou o 31; enfermo ou na dor, reze o Salmo 33; enfrentando crise, reze o Salmo 121; Falta de fé, reze o Salmo 42,5; falta de amigos, reze o Salmo 41,9-13; necessitando orientação, Salmo 32,8; necessitando proteção de Deus, Salmo 27,1-6; 13,1-3; 34,7; tentado, reze o Salmo 1; 139,23. Para cada situação da vida há um Salmo correspondente.

9º PASSO: Na oração, há a necessidade de se despedir, de encerrar não com um ADEUS, mas um, ATÉ LOGO desejoso de um novo encontro, pois, assim como a amizade arrefece se não há momentos de encontro e intimidade, do mesmo modo a fé se debilita se não nos recolhemos em oração. A oração poderá ser encerrada com um Pai Nosso ou um canto de sua preferência.

10º PASSO: Não basta ler, meditar, orar e contemplar a Palavra de Deus. É preciso produzir no cotidiano na realidade concreta do dia-a-dia, em casa e na rua frutos como paz, sorriso, decisão, caridade, entrega, seguimento, serenidade, compreensão, bondade, e.., semeada no seu coração.

Iniciação Cristã

FAMILIA E INICIAÇÃO CRISTÃ

                    Família e catequese são realidades gêmeas. Uma precisa da outra, uma completa a outra. Por ocasião do Ano Catequético e sob a luz da Conferência de Aparecida, a Igreja no Brasil, optou pela Iniciação Cristã, como caminho para uma transformação profunda na formação dos discípulos missionários. É um projeto eclesial e catequético radical e promissor.

                     Iniciação Cristã é a experiência de vida dos cristãos dos primeiros séculos da Igreja, cujo itinerário ou plano de catequese se chamava: catecumenato. A Iniciação Cristã tem 6 pontos-chaves:

1. Encontro e encantamento por Jesus Cristo e o seu reino. 

2. Conversão permanente como constante cristificação da vida. 

3. Amor à Igreja e engajamento na comunidade eclesial. 

4. Aprofundamento da fé, dando primazia à Palavra de Deus. 

5. Celebração da fé, vida litúrgica e sacramental incluída a vivência do Ano Litúrgico dando ênfase ao dia do Senhor - o domingo. 

6. Ardor missionário por uma Igreja em estado permanente de missão. 


                           Como vemos, a Iniciação Cristã é um caminho iluminador, exigente, transformante e radical. É uma verdadeira “revolução eclesial”, poisa Igreja precisa de uma “forte comoção” (DA nº 362). Tanto a Igreja como a família são convocados a se tornarem “realidades iniciadas”, sem deixar fora nenhum dos seis pontos chaves da Iniciação Cristã. 

                    Para que a família colabore com a catequese, é necessário que a pastoral familiar, os movimentos, os namo rados enoivos, recebam a Iniciação Cristã. Com pais e esposos iniciados, teremos famílias iniciadas, verdadeiras “igrejas domésticas”, lugar primeiro e privilegiado da catequese. Um catequizando “iniciado” pode, por sua vez, motivar sua família a entrar na dinâmica daIniciação Cristã. Por outro lado, a família “iniciada” é condição para uma catequese de iniciação duradoura e eficaz. 

Seria grave equívoco pensar que Iniciação Cristã é coisa só para catequistas  e catequizandos. Pelo contrário, todo o povo de Deus é convocado a assumir a Iniciação Cristã como projeto de vida cristã. Este é o segredo para sairmos da acomodação, da burocracia, da apatia, da superficialidade.

                     A Iniciação Cristã é o caminho para a Igreja discípula-missionária, Igreja da atração, Igreja samaritana. Um encantamento, reavivamento, revigoramento da Igreja, pode ser esperado da experiência da Iniciação Cristã, que gerou discípulos, profetas, místicos, missionários e mártires nos primeiros séculos.

A família e a catequese são meios concretos para que se implante a Iniciação Cristã em toda Igreja. São duas asas que farão a Igreja alçar vôo rumo à sua vocação a ser discípula, missionária, santa e comprometida com a vida do mundo.

(Fonte: CNBB)

sábado, 2 de julho de 2011

formação


Catequese Inicial
Antes de ministrarmos qualquer tipo de ensino, é necessário conhecermos as pessoas a quem nos dirigimos.

                        Para que a criança possa amadurecer na fé precisamos levar o conteúdo da mensagem cristã adaptado ao seu desenvolvimento cognitivo, psicológico, sócio-cultural e religioso. Por isso, vamos caracterizar a situação existencial da criança para depois indicar algumas alternativas da ação catequética.

1. O Valor da Infância

“A infância é considerada como um período da vida que tem valor em si mesmo. A criança não é um adulto em miniatura, mas sim, um indivíduo que deve ser amado e respeitado de acordo com suas necessidades e direitos específicos.” (1)

2. Ciências que colaboraram para a atual compreensão da infância

A – Psicologia

Lançou uma nova luz sobre a motivação, o desenvolvimento moral e religioso, o dinamismo da aprendizagem através de processos e etapas.

B – Sociologia

Ajudou a descobrir a influência do ambiente, o valor do grupo, a pressão social.

Todos sabemos que o ser humano do nascimento até a morte está em constante desenvolvimento e que este desenvolvimento se dá em etapas ou fases.

Podemos situar a primeira fase como Primeira Infância que vai mais ou menos de 0 a 6 anos. Há alguns psicólogos que a subdividem em duas etapas: 0 - 3 anos e 3 - 6 anos.

3. Características desta Fase:

A criança aprende através de experiências sensoriais, isto é, vendo, apalpando, ouvindo, movimentando-se. Fala com o corpo todo e ouve com o corpo todo.

Além disso, apresenta outras características:

O egocentrismo:

“Criança pequena não é egoísta. Ela é egocêntrica. Isso quer dizer que ela pensa que tudo existe por causa dela, para ela, por ela. Toda criança acredita que tudo acontece porque ela existe. Só quando ela aprende a conviver com outras pessoas é que aprende as regras da convivência e deixa de ser egocêntrica”. O educador da fé deve solicitá-la para o exercício da cooperação.

A capacidade de fantasiar:

“Nada teria sido inventado e muito pouco descoberto sem o uso da fantasia. Imaginar e fantasiar são direitos da criança porque fazem ela sonhar, criar, duvidar, divergir, discordar das coisas estabelecidas e tentar mudá-las. Toda criança imagina e fantasia”. Ainda não faz diferenciação entre o mundo real e o imaginário. Assim, a criança faz com que os animais, os objetos, as plantas “vivam”, pensem, falem, como se fossem seres humanos. Vive no mundo do “faz de conta”.

A imitação:

A criança revela fielmente o seu meio através de gestos imitativos da atitude dos irmãos, dos colegas, dos adultos que a cercam, principalmente através de gestos dos pais.

A afetividade:

A criança tem grande necessidade de carinho. Através de gestos concretos de amor dos pais, catequistas, professores a criança será capaz de se desenvolver com maior segurança e estabilidade emocional.

A auto-identidade:

Por volta dos 3 anos a criança já revela sua identidade pessoal.

“Educar a criança é transmitir-lhe amor e segurança, o que lhe dará confiança para investigar, explorar, descobrir e desenvolver-se com liberdade para ser, para estar e para viver.”

Aos poucos, a criança toma consciência do seu corpo e da sua individualidade durante seu desenvolvimento pessoal. A educação da fé deve colaborar também para esta descoberta levando o catequizando a fazer, pouco a pouco, a experiência de Deus em sua vida.

“Um momento muitas vezes decisivo é aquele em que as criancinhas recebem dos pais e do meio ambiente familiar os primeiros elementos da catequese, os quais não serão mais, talvez, do que uma simples revelação do Pai celeste, bom e providente, no sentido do qual tais criancinhas hão de aprender a voltar o coração.” (CT - 36)

A brincadeira:

“Os adultos têm dificuldade de reconhecer o direito de brincar, e de reconhecer que brincar é o trabalho da criança. Brincar é uma necessidade, uma forma de expressão, de aprendizado e de experiência. Todas as crianças em todo o mundo, mesmo nas mais terríveis condições de dificuldade, pobreza e proibição, brincam. Para aprender, ganhar experiência, exercitar sua criatividade e fantasia, desenvolver-se. Brincando é que a criança organiza o mundo, domina papéis e situações e se prepara para o futuro.”

Viver o presente:

A construção da noção de tempo, se faz pela experiência e ação da criança que, em seus primeiros anos de vida vive o presente de forma intensa. Cabe ao educador da fé valorizar e aproveitar bem o momento presente a fim de que a criança se desenvolva diariamente e possa perceber a presença amorosa de Deus em todos os momentos de sua vida.

4 - A educação da fé

A educação da fé pode ser realizada de maneira mais estruturada, mas é sobretudo ocasional, já que a criança vive o momento presente. Os pais e catequistas podem aproveitar as festas litúrgicas e as do calendário civil, os acontecimentos do dia a dia.

Diz-nos o Papa João Paulo II, na Exortação Apostólica “Familiaris Consortio”: “Pela força do ministério da educação, os pais mediante o testemunho de vida são os primeiros arautos do Evangelho junto aos filhos.” (2)

É importante ressaltar que a educação religiosa da criança deve realizar - se na escola ou na Igreja, porém sempre ligada com a família, da qual depende principalmente o crescimento da fé nesta idade.

5 - A oração

A oração tem como objetivo reconhecer o amor de Deus, desenvolver a confiança que devemos depositar n’Ele, e sermos agradecidos por tudo que ele fez e faz por nós. As crianças têm o direito de aprenderem a rezar. Os adultos devem educar os pequeninos a exprimirem de forma espontânea os seus sentimentos através de orações de agradecimento, louvor, perdão ou pedido de ajuda. “Brevíssimas orações que as crianças hão de aprender a balbuciar, constituirão o início de um diálogo amoroso com aquele Deus escondido de que elas vão começar em seguida a ouvir a Palavra.” (CT 36). (3)

6 - Atividades

Desenho livre, modelagem, dramatização, jogos, pintura, dobradura, colagem, música com gestos, música ilustrada, passeios,....

7 - Idéias essenciais da catequese neste período

A criança pequena tem necessidade de ser amada e de amar; é capaz de se maravilhar ao olhar o mundo que a cerca. Pode, portanto, crer em Deus Pai, criador de tudo o que existe. Através do amor dos pais, ela perceberá o amor de Deus. Por isso as idéias essenciais para a catequese deste período poderão ser: Eu sou uma pessoa amada por Deus. Deus criou o mundo por amor.

Notas:

1 - Revista de Catequese, número 34, Ed. Salesiana. 1985.

2 - Exortação Apostólica Familiaris Consortio (“A missão da família cristã no mundo de hoje”) – Papa João Paulo II. 1981.

3 - Exortação Apostólica Catechesi Tradendae (“A catequese hoje”) – Papa João Paulo II. 1979.

sábado, 25 de junho de 2011

Pais




Eu nunca consegui dormir sem pedir benção aos meus pais... sempre me sentia mais protegida... minha mãe já faleceu, mas até hoje peço "bença" ao meu pai no mínimo umas 3 vezes ao dia...E ensinei meus filhos o valor de se pedir a benção desde pquenos.

Os patriarcas abençoavam seus descendentes. Pena que essa tradição esteja  se banalizando, pois ela reflete a preocupação dos pais pelo bem-estar espiritual dos filhos. 
Portanto, vamos incentivar esse hábito... primeiramente em nossa família e em seguida na catequese.

Maria

Entendendo a Oração "Ave Maria"

Devemos ensinar nossos pimpolhos que não devemos ficar como papagaios repetindo frases que não entendemos... Toda oração tem um sentido e deve ser proferida com imensa devoção.    Sendo assim, não devemos rezar mecanicamente, devemos rezar meditando... aí sim  a oração agradará mais ainda a Jesus e a Nossa Senhora. Vamos mostra-los como foi criada a Oração "Ave Maria".
 
  Ave Maria cheia de graça,o Senhor é convosco e bendita sois vós entre as mulheres.  Em Lucas 1,26-28 vemos que esta frase foi dita pelo anjo Gabriel.  Neste momento devemos ressaltar as crianças que Maria estava sozinha e que o Anjo apareceu em seu quarto... e que ela era  uma adolescente... e mesmo assim ela não teve medo e disse SIM ao chamado de Deus. Já imaginaram se ela como muitos adolescentes nos dias de hoje, não tivesse sido obediente a Deus?
 
   E bendito é o fruto de seu ventre Jesus. Essa frase  Santa Isabel, prima de Nossa Senhora disse quando viu Maria chegar a sua casa. (Lucas 1,42)

 Santa Maria Mãe de Deus, Nos primeiros séculos do Cristianismo, muitos negavam a divindade de Cristo e também não acreditavam  que Maria ficou grávida do Espírito Santo. O primeiro santo que chamou Nossa Senhora de Mãe de Deus foi São Cirilo de Alexandria

Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte,amém.

Nossa Senhora  está diante de Cristo,  e Ele deu o poder de intercessão não só à Igreja, mas à todos os santos e também à Nossa Senhora. Pedindo a Maria que reze por nós, reconhecemo-nos como pobres pecadores e nos dirigimos à "Mãe de misericórdia", à Toda Santa. Entregamo-nos a ela "agora", no hoje de nossas vidas. E nossa confiança aumenta para desde já entregar em suas mãos "a hora de nossa morte". Que ela esteja então presente, como na morte na Cruz de seu Filho, e que na hora de nossa passagem ela nos acolha como nossa Mãe, para nos conduzir a seu Filho, Jesus, no Paraíso.  

Santíssima trindade

Dinâmica para explicar a Santíssima Trindade

A Catequista acende três velas e as coloca uma ao lado da outra, num suporte.
Explica que a primeira representa o PAI, a segunda representa o FILHO e a terceira representa o ESPÍRITO SANTO.
O PAI é Deus nosso Criador
O FILHO é Jesus nosso Salvador
O ESPÍRITO SANTO é o nosso consolador
Explica que são três pessoas distintas, porém, um só Deus.
Com a ajuda de outra catequista una a chama das velas e as transforme em uma.
Peça aos catequizandos que digam o que entenderam sobre esta dinâmica.