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“Pouco valor terá a catequese, mesmo substanciosa e segura, se não for transmitida com eficiência de expressão e apoio daqueles subsídios didáticos que hoje se apresentam sempre mais ricos e sugestivos”.
(João Paulo II)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

INICIAÇÃO CRISTÃ

MÓDULO III - Introdução ao RICA

TEXTO 2 

Introdução ao Rito da iniciação Cristã de Adultos

 
(Resumo dos nn. 1 a 40 da Introdução ao RICA - Ritual da Iniciação Cristã de Adultos)

1.       Este Rito de iniciação cristã é destinado a adultos que, iluminados pelo Espírito Santo, ouviram o anúncio do mistério de Cristo e, conscientes e livres, procuram o Deus vivo e encetam o caminho da fé e da conversão.  Por meio dele, serão fortalecidos espiritualmente e preparados para uma frutuosa recepção dos sacramentos no templo oportuno.


2.   O Rito inclui, além da celebração dos sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia, todos os ritos do catecumenato.  (...) é aplicado hoje nas missões em todas as regiões e de tal modo solicitado, que o Concílio Vaticano II decretou fosse restaurado e revisto, assim como adaptado às tradições locais.

3.       (...) O Rito de iniciação apresenta em primeiro lugar uma forma completa ou comum, própria para a preparação de muitos (cf.nn.68-239), que os pastores adaptarão quando se tratar de uma só pessoa.  Para os casos especiais, apresenta-se, em seguida, uma forma simples, que se pode realizar de uma só vez (cf.nn.240-273) ou em várias celebrações (cf.nn.274-277), e outra breve, para os que se encontram em perigo de morte (cf.nn.278-294).

I – ESTRUTURA DA INICIAÇÃO DOS ADULTOS
4.   A iniciação dos catecúmenos processa-se gradativamente no seio da comunidade dos fiéis que, refletindo com os catecúmenos sobre a excelência do mistério pascal e renovando sua própria conversão, os induzem pelo seu exemplo a obedecer com maior generosidade aos apelos do Espírito Santo.

5.   O Rito de iniciação se adapta ao itinerário espiritual dos adultos que varia segundo a multiforme graça de Deus, a livre cooperação dos mesmos, a ação da Igreja e as circunstâncias de tempo e lugar.

6.   Nesse itinerário, (...) há “etapas” ou passos, pelos quais o catecúmeno, ao caminhar, como que atravessa uma porta ou sobe um degrau.
a)      Verifica-se a primeira etapa quando, aproximando-se de uma conversão inicial, quer tornar-se cristão e é recebido como catecúmeno pela Igreja.
b)      A segunda, quando, já introduzido na fé e estando a terminar o catecumenato, é admitido a uma preparação mais intensiva para os sacramentos.
c)       A terceira quando, concluída a preparação espiritual, recebe os sacramentos de iniciação cristã.
*    Essas etapas devem ser considerados momentos fortes ou mais densos da iniciação.  Essas etapas são marcadas por três ritos Pitúrgicos: pelo rito de instituição dos catecúmenos: pela eleição: pela celebração dos sacramentos.

7.   As etapas conduzem aos “tempos” de informação e amadurecimento ou são por eles preparadas;
a)      O primeiro tempo – é consagrado à evangelização e ao “pré-catecumenato”, encerrando-se com o ingresso na ordem dos catecúmenos.
b)      O segundo tempo – é dedicado à catequese e aos ritos anexos, terminando no dia da eleição.
c)       O terceiro tempo – é assinalado pela purificação e pela iluminação.  Coincide com a preparação quaresmal para as solenidades pascais e os sacramentos.
d)      O último tempo, que dura todo o período pascal, é consagrado à “mistagogia”, isto é, à aquisição de experiências e de resultados positivos, assim como ao aprofundamento das relações com a comunidade dos fiéis.

São, portanto, quatro os tempos sucessivos: o de “pré-catecumenato” caracterizado pela primeira evangelização; o do “catecumenato”, destinado à catequese completa;  o da “purificação e iluminação”, destinado a mais intensa preparação espiritual;  e o da “mistagogia”, assinalado pela nova experiência dos sacramentos e da comunidade.

8.   Como a iniciação cristã é a primeira participação sacramental na morte e ressurreição de Cristo, e o tempo da purificação e iluminação ocorre habitualmente na Quaresma e a “mistagogia”, no tempo pascal, toda a iniciação deve ter caráter pascal.  Por esse motivo, tenha a Quaresma absoluta primazia para a mais intensa preparação dos eleitos e seja a Vigília Pascal considerada como o tempo próprio para a iniciação nos sacramentos.
A – A EVANGELIZAÇÃO E O “PRÉ-CATECUMENATO”
9.   (...) o “pré-catecumenato” é o tempo da evangelização em que, com firmeza e confiança, se anuncia o Deus vivo e Jesus Cristo, enviado por ele para a salvação de todos, a fim de que os não-cristãos, cujo coração é aberto pelo /espírito Santo, creiam e se convertam livremente ao Senhor, (...)

10.  Da evangelização realizada com o auxílio de Deus brotam a fé e a conversão inicial, (...)  A essa evangelização é dedicado todo o tempo do pré-catecumenato, para que se amadureça a vontade sincera de seguir o Cristo e pedir o Batismo.

11.  Faça-se, pois, durante este tempo, por meio dos catequistas, diáconos e sacerdotes ou mesmo leigos, uma conveniente explanação do Evangelho aos candidatos. (...)  Cooperando com a graça divina, se integrem mais facilmente nas famílias e grupos cristãos.

12.  Cabe às Conferências dos Bispos, (...), estabelecer, se for o caso e de acordo com as circunstâncias, o primeiro modo de receber os “simpatizantes”, (...)
1)      Neste acolhimento, (...) o “simpatizante” não manifesta ainda sua fé, mas somente sua reta intenção.
2)      Realiza-se esse acolhimento segundo as condições e conveniências locais. (...)
3)      Far-se-á o acolhimento em alguma reunião ou encontro local, (...)  Apresentado por um amigo, o “simpatizante” é saudado e recebido, com palavras espontâneas, pelo sacerdote ou algum membro designado pela comunidade.

13.  Durante o tempo do “pré-catecumenato”, os pastores devem promover orações especiais pelos “simpatizantes”.

B – O CATECUMENATO
     
14.  É de suma importância o rito de “instituição dos catecúmenos”, porque os candidatos reunidos publicamente pela primeira vez, manifestam suas intenções à Igreja enquanto esta, no exercício de seu múnus apostólico, acolhe os que pretendem tornar-se seus membros.

15.  Para esse primeiro passo, requer-se que os candidatos já possuam os rudimentos da vida espiritual e os fundamentos da doutrina cristã, a saber: a fé inicial adquirida no tempo do “pré-catecumenato”, (...)  já tenham, portanto, certa idéia da conversão, o costume de rezar e invocar a Deus, e alguma experiência da comunidade e do espírito dos cristãos.

16.  Cabe aos pastores, auxiliados pelos introdutores (cl.n.42), catequistas e diáconos, julgar dos sinais externos dessas disposições. (...)  considerando o valor dos sacramentos já recebidos validamente (cf. Introdução Geral, n.4), tomar precauções para impedir que uma pessoa já batizada queira receber de novo o Batismo.

17.  Depois da celebração do Rito, sejam oportunamente anotados em livro próprio os nomes dos catecúmenos, com a indicação do ministro, dos introdutores e dia e lugar da admissão.

18.  Desde então os catecúmenos, cercados pelo amor e a proteção da Mãe Igreja como pertencendo aos seus e unidos a ela, já fazem parte da família de Cristo:  são alimentados pela Igreja com a Palavra de Deus e incentivados por atos litúrgicos.  (...)  Quando se casam, se o noivo e a noiva forem catecúmenos, ou apenas um deles e a outra parte não foi batizada, será usado o rito próprio (cf. Introdução Geral, n.10,2).  Se falecerem durante o catecumenato, realizam-se exéquias cristãs.

19.  O catecumenato é um espaço de tempo em que os candidatos recebem formação exercitam-se praticamente na vida cristã.(...)
      Chega-se a esse resultado por quatro meios:
1)      A catequese, ministrada pelos sacerdotes, diáconos ou catequistas e outros leigos, (...) relacionada com o ano litúrgico e apoiada nas celebrações da Palavra, leva os catecúmenos não só ao conhecimento dos dogmas e preceitos como à íntima percepção do mistério da salvação de que desejam participar.
2)      Familiarizados com a prática da vida cristã, ajudados pelo exemplo e pelas contribuições dos introdutores e dos padrinhos e mesmo de toda a comunidade dos fiéis, acostumam-se a orar mais facilmente, dar testemunho da fé, guardar em tudo a esperança de Cristo, seguir na vida as inspirações de Deus e praticar a caridade para com o próximo, até a renúncia de si mesmos.  Assim formados, (...) passam do velho homem para o novo, que tem sua perfeição em Cristo.(...)
3)      Ajudados em sua caminhada pela Mãe Igreja, através dos Ritos Litúrgicos apropriados, (...)  Promovem-se para eles celebrações da Palavra e lhes é proporcionado o acesso à liturgia Palavra junto com os fiéis. (...)  Habitualmente, porém, quando comparecerem à reunião dos fiéis, devem ser delicadamente despedidos antes do início da Celebração Eucarística, (...)  pois precisam esperar o batismo.(...)
4)      Sendo apostólica a vida da Igreja, aprendam também os catecúmenos, pelo testemunho da vida e pela profissão da fé, a cooperar ativamente para a evangelização e edificação da Igreja.

20.  Compete ao Bispo determinar o tempo e a disciplina do catecumenato.(...)  A duração do tempo do catecumenato não só depende da graça de Deus como das diversas circunstâncias.
C – O TEMPO DA PURIFICAÇÃO E ILUMINAÇÃO
21.  O tempo da purificação e iluminação dos catecúmenos é normalmente a QUARESMA.(...)  a QUARESMA renova a comunidade dos fiéis juntamente com os catecúmenos e os dispõe para a celebração do mistério pascal, ao qual os sacramentos de iniciação associam cada um.

22.  A segunda etapa da iniciação dá início ao tempo da purificação e iluminação, consagrado a preparar mais intensamente o espírito e o coração.  Nessa etapa, a Igreja procede à “eleição” ou seleção.(...)  Denomina-se “eleição” porque a Igreja admite o catecúmeno baseada na eleição de Deus, em cujo nome ela age.  Chama-se, também “inscrição dos nomes” porque os candidatos, em penhor de sua fidelidade, inscrevem seus nomes no registro dos eleitos.

23.  Antes de celebrar a “eleição”, requerer da parte dos catecúmenos conversão de mentalidade e costumes, suficiente conhecimento da doutrina cristã, senso da fé e da caridade.
(...) Vê-se assim que a eleição, feita com tanta solenidade, é o ponto capital de todo o catecumenato.

24.  A partir do dia de sua “eleição” e admissão, os candidatos são chamados “eleitos”.(...)  Chamam-se ainda “iluminados” porque o batismo é denominado “iluminação” e através dele os neófitos são inundados pela luz da fé.(...)

25.  Nesse tempo, a intensa preparação espiritual, mais relacionada à vida interior que à catequese, procura purificar os corações e espíritos pelo exame de consciência e pela penitência, e ilumina-los por um conhecimento mais profundo de Cristo, nosso Salvador.  Serve-se para isso de vários ritos, sobretudo dos escrutínios e das entregas.
1)      Os ESCRUTÍNIOS, solenemente celebrados aos domingos,(...) os ESCRUTÍNIOS estão portanto, orientados para libertar do pecado e do demônio e confirmam no Cristo, que é  o CAMINHO, a VERDADE e a vida dos eleitos.
2)      As ENTREGAS, pelas quais a Igreja confia aos eleitos os antiqüíssimos documentos da fé e da oração, isto é, o Símbolo e a Oração do Senhor, visam à sua iluminação.(...)
No Símbolo, (...) o olhar dos catecúmenos se enche de fé e alegria.  Na Oração do Senhor, percebem melhor o novo espírito de filhos pelo qual, sobretudo na reunião eucarística, darão a Deus o nome de Pai.

26.  Em vista da preparação imediata para os sacramentos:
      1 – Exortem-se os eleitos a deixar no Sábado Santo, seus trabalhos habituais, reservar tempo para a oração e recolhimento e jejuar na medida de suas forças.
      2 – No mesmo dia, se houver alguma reunião dos eleitos, podem ser realizados certos ritos de preparação imediata, como: a recitação do Símbolo, o “Éfeta”, a escolha do nome cristão e, se for o caso, a unção com o óleo dos catecúmenos.
D – A INICIAÇÃO NOS SACRAMENTOS
27.  Os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia constituem a última etapa.  Os eleitos, tendo recebido o perdão dos pecados, são incorporados ao povo de Deus, tornam-se seus filhos adotivos, são introduzidos pelo Espírito Santo na prometida plenitude dos tempos e ainda, pelo sacrifício e refeição eucarística, antegozam do Reino de Deus.

a)      Celebração do Batismo de Adultos

28.  A celebração do Batismo,(...) é preparada pela bênção da água e profissão de fé, intimamente ligada ao rito da água.

29.  (...), por essa bênção, na qual se lembra o mistério pascal e a escolha da água para operá-lo sacramentalmente, e a Santíssima Trindade já é invocada pela primeira vez, a criatura água recebe um sentido religioso, e o mistério de Deus, já iniciado, é publicamente proclamado.

30.  Pelos ritos da renúncia e da profissão de fé, esse mistério pascal,(...) é proclamado pela fé ativa dos batizados.(...)  A fé, cujo sacramento recebem, não é apenas própria da Igreja, mas também deles, em quem se espera que ela seja operante.(...)

31.  Depois de terem professado com viva fé o mistério pascal de Cristo, os batizandos aproximam-se e recebem esse mistério expresso pela ablução da água:  tendo confessado a Santíssima Trindade, é a própria Trindade, invocada pelo celebrante, que opera, incluindo seus eleitos entre os filhos da adoção e agregando-os a seu povo.

32.  Por esse motivo a ablução, significando a mística participação na morte e ressurreição de Cristo, pela qual os que crêem em seu nome morrem para o pecado e ressurgem para a vida eterna, deve conservar toda a sua importância na celebração do Batismo.(...  Se compreenda melhor que essa ablução não é um simples rito de purificação, mas o sacramento da união com Cristo.

33.  A unção da crisma depois do Batismo significa o sacerdócio  real dos batizados e sua integração no povo de Deus.
-          A veste branca é o símbolo de sua dignidade.
-          A vela acesa mostra sua vocação de viver como convém aos filhos da luz.

b) Celebração da Confirmação de Adultos

34.  Conforme antiqüíssimo uso da Liturgia Romana, o adulto não é batizado sem receber a Confirmação imediatamente depois do Batismo,(...)  esta conexão exprime a unidade do mistério pascal, a relação entre a missão do Filho e a efusão do Espírito Santo e o anexo entre os sacramentos, pelos quais ambas as Pessoas Divinas vêm com o Pai àquele que foi batizado.

35.  Depois dos ritos complementares, omite-se a unção depois do Batismo (n.224) e confere-se a CONFIRMAÇÃO.
     
c) A primeira participação eucarística dos neófitos.

36.  Celebra-se por fim a Eucaristia.  Nesse dia os neófitos, de pleno direito, dela participam pela primeira vez, consumando a sua iniciação.(...)  Com toda a comunidade tornam-se participantes da ação sacrifical e recitam a Oração do Senhor, manifestando o espírito de adoção de Filhos recebido no Batismo.  Comungando do Corpo que nos foi dado e do Sangue derramado por nós, confirmam os dons recebidos e antegozam dos eternos.

E – O TEMPO DA “MISTAGOGIA”

37.  Terminada esta última etapa, a comunidade unida aos neófitos, quer pela meditação do Evangelho e pela participação da Eucaristia, quer pela prática da caridade, vai progredindo no conhecimento mais profundo do mistério pascal e na vivência cada vez maior,(...), Istoé, o tempo da “mistagogia” dos neófitos.

38.  (...)  Os neófitos foram renovados espiritualmente, saborearam mais intimamente a boa palavra de Deus, entraram em comunhão com o Espírito Santo e experimentaram quão suave é o Senhor.

39.  A recente participação nos sacramentos, (...)  reflete na experiência comunitária, tornando mais fácil e proveitoso para os neófitos o relacionamento com os outros fiéis.(...)

40.  Como a índole e a eficácia próprias desse tempo provem dessa experiência nova e pessoal dos sacramentos e da comunidade, o lugar primordial da “mistagogia” são chamadas “missas pelos neófitos” ou as missas dos domingos de Páscoa.(...)  Toda a comunidade local, com os neófitos e seus padrinhos, deve pois, ser convidada para essas missas. (Com leituras apropriadas, sobretudo no ano “A” do Lecionário).

MÓDULO III - Ritual de Iniciação Cristã de Adultos - RICA

Texto 01
Ritual da iniciação cristã de Adultos -RICA

Pe. Luiz Alves de Lima

O Rito da iniciação cristã de Adultos (RICA), foi publicado em 1971, a pedido do Vaticano II, é um livro litúrgico e seu objetivo é dar orientações para restabelecer o catecumenato batismal.

A primeira edição em português pelas Paulinas, é de 1973. Em 2001 foi preparada pela CNBB, e publicada pela Paulus, uma nova edição do mesmo texto com disposição e diagramação mais lógica e clara, com o título Ritual da iniciação cristã de Adultos.
 
Descreve justamente os ritos do catecumenato, mas não os conteúdos catequéticos propriamente ditos. O importante é perceber como no catecumenato a formação acontece inseparavelmente unida à prática da vida cristã (cf. Introdução 19). A formação consiste na instrução doutrinal unida intimamente com a experiência litúrgica onde o mistério de Jesus Cristo se faz mais presente.

O RICA lembra que não basta as pessoas conhecerem os dogmas e preceitos: é preciso vivenciar o mistério da salvação do qual desejam participar plenamente, o que é facilitado pela vinculação dos conteúdos com o ano litúrgico e com uma maior valorização das celebrações da palavra. Parece até que o RICA dá mais importância a tais celebrações do que aos encontros catequéticos propriamente ditos. Conforme o n.º 106, as celebrações ajudam a assimilar os conteúdos da catequese, ensinam prazerosamente as formas e os caminhos da oração, aproximam dos símbolos, ações e tempos do mistério litúrgico e introduzem, gradativamente, no culto de toda a comunidade. Ou seja: no processo catecumenal, a catequese (entendida como o momento da instrução) está intimamente articulada com a liturgia.

Outro elemento importante no catecumenato é o “itinerário espiritual” realizado por etapas e através do acompanhamento pessoal de alguns membros da comunidade, sobretudo os “introdutores”. São estes (sobretudo os catequistas) que acompanham os catecúmenos, que dão testemunho perante a comunidade sobre o amadurecimento e crescimento do catecúmeno. Este acompanhamento deve ser feito na vida concreta das pessoas e também através dos ritos catecumenais e celebrações da palavra, pois através deles Deus age gradativamente, purificando e protegendo os catecúmenos. Assim, os catequistas não são apenas instrutores (ministério da palavra, ensino, magistério), mas também são ministros da oração e da celebração da palavra de Deus (mais que pedagogos são mistagogos!). Portanto, a figura do catequista de iniciação hoje muda muito com relação ao tipo tradicional do “catequista professor” que apenas ensina. Ele deve ser um entendido também em ritos e celebrações: deve ser um liturgo e saber usar o RICA!

Conforme o Pe. Domingos Ormonde, especialista em catecumenato, em seu artigo “Vale a pena os catequistas conhecerem o catecumenato”, no qual também me inspirei:
 “encontramos no RICA quase tudo que diz respeito ao catecumenato, a saber: a teologia da iniciação cristã, o processo do catecumenato composto por diferentes tempos de informação e amadurecimento, de preferência culminando no ciclo pascal do ano; o sentido de cada tempo com seus objetivos, meios, duração, ritos e símbolos; as celebrações que marcam a passagem de um tempo para outro (chamadas “etapas”) e suas exigências; o roteiro e os conteúdos dos ritos principais; e finalmente a própria celebração unitária dos sacramentos de iniciação, preferencialmente na noite pascal” (cf. Ib., in Segunda Semana Brasileira de Catequese - Estudos da CNBB 84, Paulus 2002, pp.250-251).

As partes mais importantes do RICA para a catequese, são as seguintes:
-    Duas introduções (“A iniciação cristã: observações preliminares gerais”, pp. 9-16; “Introdução ao rito da iniciação cristã de adultos”, pp. 17-34), 
-    O capítulo primeiro (“Ritos do catecumenato em torno de suas etapas”, pp. 95-104),
-    O capítulo 4 (“preparação para a confirmação e a eucaristia de adultos que, batizados na infância, não receberam a devida catequese”, pp. 131-132). Há um apêndice com o “rito de admissão na plena comunhão da Igreja Católica das pessoas já batizadas validamente” (pp. 283-285). 
-    Por fim se deve fazer referência ao capítulo 5 com o curioso título: “Rito de iniciação de crianças em idade de catequese” (pp. 133-174).

Por ser um livro litúrgico, não encontramos no RICA as orientações detalhadas sobre os conteúdos da catequese de cada tempo do catecumenato, nem detalhes pastorais para sua implantação e implementação (para isso, cf CNBB, Com Adultos Catequese Adulta nº 106; cf também pg 8, nº 102 acima ).

Bibliografia recomendada:

ALVES DE LIMA Luiz, Memória do catecumenato na História in CNBB, Segunda Semana Brasileira de Catequese, pp. 229-244; ID., Catequese com Adultos e Iniciação Cristão in Ibid. pp. 318-354 (com bibliografia);
 
LELO Antonio Francisco, A iniciação cristã: catecumenato, dinâmica sacramental e testemunho. São Paulo: Paulinas 2005, 237 pp. ID. A iniciação cristã no Brasil in Revista de Catequese 27(2004) nº 107, julho-setembro, pp. 5-18; ID., A aplicação do RICA no Brasil in Revista de Catequese 27(2004) nº 108, out.-dezembro, pp. 5-20.
 
OLIVEIRA, Ralfy Mendes de, O catecumenato batismal: reflexão à luz do novo Rito da Iniciação Cristã dos Adultos in Revista de Catequese 1 (1978) no. 3, pp 29-49;
 
ORMONDE, Domingos, Vale a pena os catequistas conhecerem o catecumenato in CNBB, Segunda Semana Brasileira de Catequese - Estudos da CNBB 84, Paulus 2002, pp.250-251;

terço origem

1. ORIGEM DO TERÇO
A origem do terço é muito antiga. Remonta aos anacoretas orientais que usavam pedrinhas para contar suas orações vocais. Em 1328, segundo a Tenda, Nossa Senhora apareceu a São Domingos, recomendando-lhe a reza do Rosário para a salvação do mundo.
Nasceu assim a devoção do Rosário, que significa coroa de rosas oferecidas a Nossa Senhora. Os promotores e também divulgadores desta devoção foram os Dominicanos, que também criaram as Confrarias do Rosário.
O papa dominicano Pio V animou vivamente a prática da recitação do Rosário, que, em breve, se tornou a oração popular predileta da cristandade. Esta devoção tem o privilégio de ter sido recomendada por Nossa Senhora em Lourdes, na França, e em Fátima, Portugal, o que depõe em favor de sua validade em todos os tempos.
O terço pode ser rezado individual ou coletivamente. O terço é uma das mais queridas devoções a Nossa Senhora. Aparecendo em Fátima, ela pediu aos pastorzinhos: "Meus filhos, rezem o terço todos os dias".
2. OFERECIMENTO DO TERÇO
Divino Jesus, ofereço-vos este terço que vou rezar, contemplando os mistérios da nossa redenção. Pela intercessão de Maria, vossa Mãe Santíssima, a quem me dirijo, concedei-me as virtudes para bem rezá-lo, e a graça de ganhar as indulgências desta santa devoção.
1. Intenções
Oferecemos, particularmente, em desagravo dos pecados cometidos contra o Santíssimo Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, pela paz do mundo, pela conversão dos peca-dores, pelas almas do purgatório, pelas intenções do Papa, pelo aumento e santificação do Clero, pelo nosso Vigário, pela santificação e união das famílias, pelas missões, pelos enfermos e agonizantes, por aqueles que pediram nossas orações, por todas as nossas intenções mais íntimas e urgentes e pelo Brasil.
2. Em seguida, segurando a cruzinha do terço, para atestar nossa fé em todas as verdades ensinadas por Cristo, reza-se:
Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padec sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na re-missão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.
3. Homenagem à Santíssima Trindade
Terminado o Credo, presta-se homenagem à Santíssima Trindade rezando 1 Pai-nosso, 3 Ave-marias, 1 Gória ao Pai. A primeira Ave-maria em honra a Deus Pai que nos criou; a segunda, a Deus Filho que nos remiu; e a terceira, ao Espírito Santo que nos santifica.
PAI NOSSO, que estais no céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. E perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
AVE, MARIA, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
GLÓRIA AO PAI, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
4.         Em cada Mistério do terço se reza um Pai-nosso, dez Ave-marias e um Glória ao Pai e a jaculatória:
Ó meu Jesus! Perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.
3. MISTÉRIOS DO TERÇO
1. Mistérios Gozosos ou da Alegria
(segundas e sábados)
Neste primeiro mistério contemplamos o anúncio que o arcanjo São Gabriel faz a Nossa Senhora de que ela será a mãe de Jesus.
A anunciação (cf. Lc 1,26-39).
Neste segundo mistério contemplamos Nossa Senhora, que vai visitar sua prima Santa Isabel. Permanece com ela durante três meses.
A visitação (cf. Lc 1,39-56).
Neste terceiro mistério contemplamos Jesus, que nasce na gruta de Belém. Não havia lugar para eles na hospedaria da cidade. Jesus nasce numa manjedoura na mais completa pobreza.
O nascimento de Jesus (cf. Lc 2,1-15).
Neste quarto mistério contemplamos Nossa Senhora, cumprindo a Lei de Moisés: apresenta Jesus no Templo, onde se encontrava o velho Simeão.
A apresentação de Jesus no Templo (cf. Lc 2,22-33).
Neste quinto mistério contemplamos Jesus, ainda adolescente, que permanece no Templo durante três dias em companhia dos doutores; falando, escutando e interrogando sobre as coisas de seu Pai.
O encontro do Menino Jesus no Templo entre os Doutores (cf. Lc 2,42-52).
2. Mistérios Luminosos ou da Luz
(quintas-feiras)
Neste primeiro mistério contemplamos Jesus sendo batizado por João Batista no rio Jordão. Enquanto Cristo desce à água do rio, como inocente que se faz pecado por nós, o céu se abre e a voz do Pai proclama-o Filho dileto, ao mesmo tempo em que o Espírito vem sobre ele para investi-lo na missão que o espera.
O batismo no Jordão (cf. Mt 3,13-16)
Neste segundo mistério contemplamos o início dos sinais de Caná, quando Cristo, tranformando a água em vinho, abre à fé o coração dos discípulos graças à intervenção de Maria, a primeira entre os que crêem.
A auto-revelação nas bodas de Caná (cf. Jo 2,1-12).
Neste terceiro mistério contemplamos a pregação com a qual Jesus anuncia o advento do reino de Deus e convi-da à conversão, perdoando os pecadores de quem se dirige a ele com humilde confiança, início do ministério de misericórdia que ele prosseguirá exercendo até o fim do mundo, especialmente através do sacramento da reconciliação confiado à sua Igreja.
O anúncio do reino de Deus com o convite à conversão (cf. Mc 1,14-215).
Neste quarto mistério contemplamos a transfiguração de Jesus que, segundo a tradição, se deu no monte Tabor. A glória da divindade reluz no rosto de Cristo, enquanto o Pai o credencia aos apóstolos extasiados para que o "escutem" e se disponham a viver com ele o momento doloroso da paixão, a fim de chegarem com ele à glória da ressurreição e a uma vida transfigurada pelo Espírito Santo.
A transfiguração (cf. Lc 9,28-36).
Neste quinto mistério contemplamos a instituição da Eucaristia, na qual Cristo se faz alimento com o seu corpo e o seu sangue sob os sinais do pão e do vinho, testemunhando "até o extremo" seu amor pela humanidade, por cuja salvação se oferecerá em sacrifício.
Instituição da Eucaristia (cf. Mt 26,26-29).
3. Mistérios Dolorosos ou da Dor
(terças e sextas-feiras)
Neste primeiro mistério contemplamos a oração, o sofrimento e a agonia de Jesus no Horto das Oliveiras. A agonia de Jesus no Horto (cf. Mc 14,32-43).
Neste segundo mistério contemplamos Jesus, que, amarrado a uma coluna, em casa de Pilatos, é cruelmente açoitado e injustamente flagelado.
A flagelação de Jesus (cf. Jo 18,38-40; 19,1).
Neste terceiro mistério contemplamos Jesus, sendo coroado de espinhos por seus algozes. E ridicularizado diante de todos e sofre em silêncio.
Jesus é coroado de espinhos (cf. Mt 27,27-32).
Neste quarto mistério contemplamos Jesus, que, condenado à morte, carrega em seus próprios ombros a cruz na qual será crucificado.
Jesus a caminho do Calvário (cf. Lc 23,20-32; Mc 8,34b).
A visitação (cf. Lc 1,39-56).
Neste terceiro mistério contemplamos Jesus, que nasce na gruta de Belém. Não havia lugar para eles na hospedaria da cidade. Jesus nasce numa manjedoura na mais completa pobreza.
O nascimento de Jesus (cf. Lc 2,1-15).
Neste quarto mistério contemplamos Nossa Senhora, cumprindo a Lei de Moisés: apresenta Jesus no Templo, onde se encontrava o velho Simeão.
A apresentação de Jesus no Templo (cf. Lc 2,22-33).
Neste quinto mistério contemplamos Jesus, ainda adolescente, que permanece no Templo durante três dias em companhia dos doutores; falando, escutando e interrogando sobre as coisas de seu Pai.
O encontro do Menino Jesus no Templo entre os Doutores (cf. Lc 2,42-52).
2. Mistérios Luminosos ou da Luz
(quintas-feiras)
Neste primeiro mistério contemplamos Jesus sendo batizado por João Batista no rio Jordão. Enquanto Cristo desce à água do rio, como inocente que se faz pecado por nós, o céu se abre e a voz do Pai proclama-o Filho dileto, ao mesmo tempo em que o Espírito vem sobre ele Neste quinto mistério contemplamos Jesus, sendo crucificado e morrendo na cruz por todos nós. Vive três horas da mais intensa agonia.
Jesus é crucificado (cf. Lc 23,33-47).
4. Mistérios Gloriosos ou da Glória
(quartas-feiras e domingos)
Neste primeiro mistério contemplamos Jesus, que ressuscita, vencendo a morte. Jesus ressurge glorioso do sepulcro.
A ressurreição de Jesus (cf. Mc 16,1-8).
Neste segundo mistério contemplamos a subida de Jesus ao céu com admirável glória.
A ascensão de Jesus (cf. At 1,4-11).
Neste terceiro mistério contemplamos a vinda do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos.
A descida do Espírito Santo (cf. At 2,1-13).
Neste quarto mistério contemplamos a gloriosa assunção de Nossa Senhora ao céu.
A assunção de Nossa Senhora (cf. l Cor 15,20-23.53-55).
Neste quinto mistério contemplamos Nossa Senhora, sendo coroada Rainha do céu e da terra, e intercessora por todos nós junto a seu filho Jesus.
A coroação de Nossa Senhora (cf. Ap 12,1-6). 4. AGRADECIMENTO DO TERÇO
Graças vos damos, soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossas mãos. Dignai-vos agora e para sempre tomar-nos debaixo de vosso poderoso amparo, e para mais vos obrigar, saudamo-vos: Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei! E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria!
—        Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!
—        Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!
5. LADAINHA DE NOSSA SENHORA
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai do céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.







Santa Maria,
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das virgens,
Mãe de Jesus Cristo,
Mãe da divina graça,
Mãe puríssima,
Mãe castíssima,
Mãe Imaculada, Mãe intacta,
Mãe amável,
Mãe admirável,
Mãe do bom conselho,
Mãe do Criador,
Mãe do Salvador,
Mãe da Igreja,
Virgem prudentíssima,
Virgem venerável,
Virgem louvável,
Virgem poderosa,
Virgem benigna,
Virgem fiel,
Espelho de justiça,
Sede de Sabedoria,
Causa de nossa alegria,
Vaso espiritual,
Vaso honorífico,
Vaso insigne de devoção,
Rosa mística,
Torre de Davi,
Torre de marfim,
Casa de ouro,
Arca da Aliança,
Porta do céu,
Estrela da manhã,
Saúde dos enfermos,
Refúgio dos pecadores,
Consoladora dos aflitos,
Auxílio dos cristãos,
Rainha dos anjos,
Rainha dos patriarcas
Rainha dos Profetas,
Rainha dos apóstolos,
Rainha dos mártires,
Rainha dos confessores,
Rainha das virgens,
Rainha de todos os Santos,
Rainha concebida sem pecado original,
Rainha da Assunção,
Rainha do Santo Rosário,
Rainha da Paz,
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Rogai por nós
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
tende piedade de nós.
—        Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
—        Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
OREMOS: Derramai, ó Deus, a vossa graça em nosso coração para que, conhecendo pela anunciação do anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos por sua paixão e cruz à glória da ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor. Amém

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Cf 2012

Campanha da Fraternidade 2012: Fraternidade e Saúde Pública
“Que a saúde se difunda sobre a terra” (cf. Eclo 38,8)


Nesse ano de 2012, a Campanha da Fraternidade traz a tona o problema da saúde no Brasil. Durante os anos a CF teve sempre bom êxito na sua função de alarmar aspectos deficientes em nossas estruturas. Mas, algo mais precisa ser feito: sairmos do comodismo, arregaçarmos as mangas e colocar tudo isso em prática. E o nosso povo carente, sem voz e vez precisa de nós Catequistas e Catequisandos para estar à frente e lutar. Para isso precisamos estar por dentro da campanha.
O cartaz atualiza o encontro do Bom Samaritano com o doente que necessita de cuidado (Lc 10, 29-37). A mão do profissional da saúde segurando as mãos da pessoa afasta a cultura da morte e visibiliza a acolhida entre irmãos (o próximo). A Igreja como mãe, na sua samaritanidade, aproxima-se e cuida dos doentes, dos fracos, dos feridos, de todos que se encontram à margem do caminho.
O profissional de pé, o enfermo, olhos nos olhos, lembra o compromisso e a dedicação do profissional da saúde no processo de cura do paciente e, a confiança do doente naquele que o acolhe e cuida. A colhida e o cuidado aliviam a dor, estabelece uma relação de confiança decisiva pra a cura e superação das barreiras sociais.
A Cruz que sustenta e ilumina o sentido do cartaz recorda a salvação que Jesus Cristo nos conquistou. Ela ilumina a vida humana, a morte, as dores, e o sofrimento das pessoas sem assistência da saúde. Mas, é ela também que ilumina o encontro entre o profissional da saúde e o doente, pois aponta para a esperança da transformação completa: um novo céu e uma nova terra.
A alegria do encontro retratado no cartaz recorda aos profissionais da saúde que foram escolhidos para atualizarem a atitude do Bom Samaritano em relação aos enfermos. E, mobiliza os gestores do sistema de Saúde Pública no empenho de possibilitar um atendimento digno e saúde para todos. E, que a saúde se difunda sobre a terra.
Cabe a nós da Catequese monitorar, acompanhar e ajudar nas nossas comunidades os doentes que estão ou não sendo bem atendidos pelo nosso sistema de saúde, e assim, tomar as devidas providências que o exemplo da Jesus Cristo nos faz tomar.
Encontramo-nos na oração!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

AÇÃO EVANGELIZADORA 2011 - 2015


Urgências na Ação Evangelizadora

 que são as Diretrizes?
As Diretrizes Gerais, nomeadas pela sigla “DGAE”, são feitas a cada quatro anos e norteiam todos os planos diocesanos de pastoral, ou seja, apontam os rumos da ação evangelizadora no Brasil. O planejamento pastoral começou há quase 50 anos em nosso país, com um Plano de Emergência, que nos anos seguintes tomou o nome de “Pastoral de Conjunto”, “Pastoral Orgânica”, e, por fim, “Diretrizes Gerais”. Todos esses nomes atenderam a uma só finalidade: planejar a ação da Igreja como um corpo unido, ligado à Santa Sé, porém voltado para a realidade própria do Brasil. Um testemunho de unidade, porém respeitando as diferentes situações das dioceses nesse imenso país. As diretrizes não são normas, não são estatutos para serem obedecidos, mas também não são meras sugestões. Elas entendem acolher, e colocar, em palavras, o sopro do Espírito Santo. Pretendem ser expressão da encarnação do Reino de Cristo, na nossa história atual. E, nessa medida, nos obrigam, sim, a conhecê-las a fundo e moldar a nossa ação evangelizadora diocesana no rumo por elas apontado.
Um plano de “urgências”
As novas Diretrizes não são exatamente uma novidade. Elas retomam as diretrizes anteriores, que já estavam ajustadas com o Documento de Aparecida. Mas desde a Conferência de Aparecida (2007) já passaram quatro anos, muito progresso foi feito, há também dificuldades que vão surgindo. Por isso é preciso aprofundar, fazer novas escolhas, repropor as mesmas prioridades com outros acentos. Nesse meio tempo aconteceu o Sínodo da Palavra de Deus e a Exortação do Papa Bento XVI, a Verbum Domini, repleta de novas inspirações. Há uma percepção de que a cultura atual, a sociedade, a nossa gente, os comportamentos, os relacionamentos, e a própria fé, passam por uma transformação tão rápida e profunda, que é urgente também uma nova maneira de evangelizar. Há um fato contraditório: uma parte do mundo foge da religião, há posturas fortes contra a Igreja, um vale-tudo moral escancarado. Por outro lado, há uma procura também forte pela religião, mas por uma religião de milagres e prodígios, sem amor a Deus e ao próximo, sem ligar para a salvação em Cristo, o que vale é a prosperidade, a saúde física e afetiva. Há religiões fechadas em si mesmas, de crença cega, pouco racionais. Nesse contexto, há muitos dos nossos cristãos que desanimam, ou trocam de religião por bobagem, por não estarem muito comprometidos. O urgente, na visão das Diretrizes, não é a gente se afastar do mundo, da sociedade, e de seus problemas, mas buscar uma base mais sólida da nossa fé, para evangelizar com novo entusiasmo e com clareza de propostas.
São cinco as “urgências na evangelização”, apontadas nas Diretrizes Gerais. Mas antes há um ponto de partida, sem o qual as propostas ficam sem nexo. Penso que todas as nossas lideranças, desde o padre, o diácono, os ministros, catequistas, as coordenações dos movimentos, as pastorais, vão estudar, juntos esse texto que nos coloca em sintonia com toda a Igreja. Mas faço aqui um resumo, não para substituir a leitura, mas para despertar o apetite dos Conselhos Paroquias de Evangelização, na busca de novos desafios.
Partir de Jesus Cristo
Em tempo de transformações radicais, faz-se necessário “voltar às fontes”. Assim, o ponto de partida para toda a evangelização é voltar a Jesus Cristo, recomeçar a partir dele. O que é que nele nos encanta? O que nos faz arder o coração? O que nos faz deixar tudo de lado para afirmar um amor incondicional a Ele? Como Ele se apresenta nos evangelhos? Há duas coisas que resumem o que há de mais decisivo em Jesus: estar voltado para os outros, para os discípulos, para os mais pobres, para os irmãos, e o oferecimento generoso de sua própria vida, que tem a sua expressão máxima na cruz. Em tempos de forte individualismo, de culto de si mesmo, de procura de satisfação pessoal, esse lado de Jesus desaparece por completo. Não há mais amor a Deus e ao próximo, perdão aos inimigos, nem comunhão de vida com os irmãos. As cinco urgências nos ajudam a voltar a Jesus Cristo com amor renovado.
1ª urgência – partir em missão – Quem se apaixona por Jesus Cristo deve igualmente transbordar Jesus Cristo, no testemunho e anúncio da sua mensagem. E isso é urgente por causa da grande desinformação e até deformação da sua imagem, e da sua proposta nos dias de hoje. E os primeiros interlocutores desta missão somos nós mesmos, na medida em que estamos também nesse turbilhão de transformações. É urgente, porque o mundo que se afasta de Cristo e do seu Reino, começa perigosamente a destruir-se: aí estão a violência, a corrupção, o desrespeito, ameaças à vida e à convivência. Cada comunidade deve se perguntar: quais os grupos humanos que mais precisam da boa nova do evangelho: os afastados da igreja? Os jovens? Os doentes? Os presos? Moradores de rua? Não basta constatar, é preciso ir ao encontro deles: visitas aos locais de trabalho, moradias de estudantes, periferias, assentamentos, prisões, hospitais, visitação permanente nas casas. O nosso projeto missionário diocesano está caminhando. Mas, e nas paróquias e comunidades, como viver em permanente missão?
2ª urgência – a iniciação cristã – Antigamente se tinha como pressuposto que as crianças aprendiam a religião na família. Não havia necessidade de preparação para o batismo. A catequese era breve e já estava feita a “iniciação”, quer dizer a preparação para o encontro com Cristo, para a vida toda. Hoje não é mais assim. A preparação imediata ao batismo e ao matrimônio acaba tendo pouco efeito. É preciso retomar a iniciação em todas as fases da vida, refazendo, fortalecendo e renovando o conhecimento e a convivência com Cristo em cada etapa. Daí a necessidade de uma catequese geral, básica para todos, e ainda uma formação mais especializada para aqueles que assumem o trabalho da evangelização. Uma catequese permanente. Voltar a Jesus Cristo, nesse caso, se faz com estudo, dedicação à Palavra de Deus, liturgia bem preparada e vivida como encontro vivo com Cristo. Criar ocasiões, lugares e horários diversificados em que a comunidade ofereça a formação a todos os grupos, com pessoas preparadas para isso. Como organizar essa catequese geral em cada comunidade?
3ª urgência – Bíblia na mão e no coração – A Exortação Verbum Domini, do papa Bento XVI não deixa dúvida de que só será possível voltar a Jesus Cristo, Palavra de Deus encarnada, se tivermos intimidade com a Palavra de Deus escrita, a Bíblia. Bombardeados o tempo todo por questões que desafiam a fé, a ética e a esperança, precisamos estar familiarizados com a Palavra de Deus, para nos manter firmes, e converter os corações daqueles que nos questionam. Começa que nem todos têm a Bíblia, sobretudo os mais pobres. É possível nos movermos para oferecer a todos a Sagrada Escritura? E tendo a Bíblia, como utilizá-la? Aí é que entra a Paróquia como formadora de multiplicadores do conhecimento bíblico, nos grupos de reflexão permanentes. Os leigos que cursaram, ou estão cursando o nosso Curso de Teologia, estão pondo em prática os seus conhecimentos na comunidade? É possível fazer de cada comunidade uma escola de interpretação e conhecimento da Palavra? Nesse ponto, a preparação de bons leitores para a Liturgia, e também uma homilia bem preparada, têm sempre bom resultado.
4ª urgência – Comunidade de Comunidades – O Documento de Aparecida fala em “setorização das Paróquias” e “rede de comunidades”. Lembro-me de que esse ponto foi proposto em nossa Assembleia Diocesana, mas não sabíamos por onde começar. Agora vão-se aclarando caminhos. Sempre foi claro para nós que sem vida em comunidade não há como viver a proposta cristã. E de fato existem muitas formas de pequenas comunidades, dentro da grande comunidade que é a Igreja. Os movimentos, os grupos de reflexão e de oração, os grupos por faixa etária – jovens, idosos, casais e outros – formam pequenas comunidades de vida que realmente ligam e comprometem os que delas participam. Mas há uma grande parcela que vive na grande comunidade, sem vínculos fraternos fortes. Vêm à missa, cumprem corretamente os preceitos, e vão pra casa, sem criar laços mais profundos. O primeiro desafio é aproximá-los de uma experiência comunitária mais forte. O segundo desafio – é feio reconhecer! – é superar certos conflitos, competições, ciúmes, isolamentos, que ainda existem entre certos grupos, para formar uma verdadeira rede de comunidades muito unidas, apesar de suas peculiaridades. É possível articular uma pastoral de conjunto, bem planejada, que promova a partilha e a comunhão em todos os níveis?
5ª urgência – e é a última – Igreja a serviço da vida – É a última urgência das Diretrizes, não por ser menos importante, mas por ser decorrente de todas as outras. Ela é importante, como a colheita no final de todas as etapas do trabalho do agricultor. É a prova dos nove da fé. “O Evangelho da vida está no centro da mensagem de Jesus” já dizia o beato João Paulo II. Não vamos voltar a Jesus sem o compromisso forte com a dignidade da vida, desde a vida não nascida, passando pelas condições de vida dos excluídos e ignorados em sua dor, até o abandono dos idosos. A vida ceifada cedo pela droga, pela violência, a ignorância, a vida dos seres humanos tratados como objetos, na prostituição e na exploração do subemprego. O desprezo à vida é tão frequente que já achamos normal. E achamos que a nossa vida cristã está perfeita, quando recebemos a santa comunhão com devoção, e ponto. Nossa Diocese está dando um passo decisivo, na linha de uma ação social organizada, por meio da Cáritas, mas esse é só um aspecto. Deveremos chegar ao ponto de cada cristão ficar com a consciência ferida, se não praticou ao menos um gesto corajoso de amor a cada dia. Deus vai nos cobrar isso, e a história também. Que belo exemplo encontramos na beatificação de Irmã Dulce. Se individualmente não conseguimos ter a estatura dela, será que juntos, como Igreja, não podemos ao menos a imitar?
Meus irmãos, se conseguiram ler até aqui, vão perceber que este pequeno resumo está longe de mostrar todo o conteúdo e a riqueza do documento aprovado pela CNBB. Penso que será leitura obrigatória dos agentes da ação evangelizadora. E ler não é difícil, até porque se encontrará lá muito do que temos visto e ouvido nos encontros pastorais desde a Conferência de Aparecida. Mas saber não basta. Quando perguntaram a Jesus quem seria o “meu próximo”, ele contou a história do bom samaritano, e devolveu a pergunta: “Vocês agora sabem quem é?” Então façam o que o samaritano fez. (Lc 10, 30-37)

Dom João Bosco apresentou ao Conselho Regional de Pastoral – Sul 2 – as novas DGAE.

domingo, 4 de dezembro de 2011

catequese

SUGESTÃO PARA O 1º ENCONTRO-QUEM SOU EU?

Hoje é o nosso primeiro encontro, dia de nos conhecermos.
Cada um de nós tem sua própria história: como nasceu, como vive, onde estuda, do que gosta, o que quer ser, por que está aqui...
Cada um de nós tem um jeito só seu: de falar, de sorrir, de amar, de fazer tantas coisas...
Um jeito só seu e de mais ninguém.
Certamente você já se perguntou: por que existo?
Por que eu sou assim? Exatamente assim?
E como existo? O que tornou possível a minha existência?
Lógico que eu nasci de um pai e de uma mãe, e eles também nasceram de um pai e de uma mãe; e meus avós também tiveram pais e assim por diante...
Todo mundo tem pai e mãe ainda que não os conheça. Mas como começou tudo isso?
Alguém existia antes de tudo, alguém que não teve começo, que não foi criado, que sempre existiu e sempre existirá, alguém eterno, poderosíssimo, inteligentíssimo, perfeitíssimo e que criou todas as coisas: DEUS!
Deus criou tudo por amor. Ele quis que nós existíssemos!
Nos criou, de modo especial, à sua imagem e semelhança.
Por isso cada um de nós pode dizer:
- sou único no mundo;
- existo por vontade de Deus;
- sou exatamente quem Deus quis que eu fosse.
Por isso, Deus me conhece mais que todo mundo, muito, muito mais...
Conhece o meu nome, a minha vida, os meus sentimentos, pensamentos, alegrias, tristezas, minha força e fraqueza...
E por me conhecer tanto, Deus me ama mais do que qualquer pessoa.
Posso ter certeza:
Eu existo para conhecer esse Deus único que me conhece todo e me ama tanto, para que conhecendo-O eu possa amá-Lo de todo o meu coração!
A Bíblia nos diz:
"Nada temas porque Eu te resgato. Eu te chamo pelo nome, és meu.
Pois, Eu sou o Senhor Teu Deus. És precioso a meus olhos,
Eu te aprecio e te amo. Estejas tranquilo, pois estou contigo."
(Is 43, 1, 3-4)
Tempo de Meditar:
Catequista: Agradeçamos a Deus por estarmos aqui. Ele nos chamou e nós aceitamos o seu convite.
Todos: Senhor, eu estou aqui para Te conhecer e Te amar.
Catequista: Deus quer estar sempre conosco, por isso devemos descobrir sua presença em nossas vidas.
Leitor 1: "Assim como a seiva da planta,
Leitor 2: ... como o fermento na massa,
Leitor 3: ... como a vida que surge"
Todos: Queremos Te encontrar, Te amar e revelar a todos a Tua presença no meio de nós.
Catequista: Cada um de nós tem um nome que revela o seu jeito de ser. Vamos montar com cada pétala, uma flor bem bonita!
(imprima a flor abaixo duas vezes, recorte as pétalas de uma delas e entregue aos catequizandos para escreverem cada qual seus nomes, depois cole as pétalas na flor e coloque no mural)
 
Atividades:
1) Complete a pesquisa abaixo. Em seguida, compare com as de um colega. Depois apresente seu colega ao grupo:
- Nome:
- Idade:
- Time:
- Esporte:
- Lazer:
- Comida preferida:
- O que é amizade?
- O que penso do futuro?
- Minha família é assim:
- O que penso da vida?
- Sonhos para o futuro:
- Deus é...
2) Pesquise no Antigo Testamento algumas passagens que nos revelam como Deus nos chama pelo nome:
Gn 15, 1; 17,5; 32, 28-29
Ex 3, 4
1Sm 3, 4
Is 43, 1
3) Forme 2 grupos para discutir as seguintes afirmações:
Grupo a) O que eu sou é um presente de Deus para mim, o que eu me tornarei será meu presente para Deus.
Grupo b) Conhecer a Deus é a tarefa mais gratificante desta vida.
Ao final, cada grupo dirá com suas palavras o que discutiram.

PAIS rezando com filhos

ENSINANDO O SINAL DA CRUZ PARA AS CRIANÇAS

 O Sinal da Cruz é uma oração importante que deve ser rezada logo que acordamos, como a nossa primeira oração, para que Deus, pelos méritos da Cruz de Seu Divino Filho, nos proteja durante todo o dia.
Com este Sinal, que é o sinal do cristão, nós pedimos proteção contra os nossos inimigos.
Que inimigos?
Todos aqueles que atentem contra a nossa pessoa, para nos causar tanto males físicos, quanto espirituais.
O Sinal da Cruz, feito antes de iniciarmos as nossas orações, nos predispõe a bem rezar.

+ Pelo sinal da Santa Cruz: ao traçarmos a primeira cruz em nossa testa, nós estamos pedindo a Deus que proteja a nossa mente dos maus pensamentos, das ideologias malsãs e das heresias, que tanto nos tentam nos dias de hoje e mantendo a nossa inteligência alerta contra todos os embustes e ciladas do demônio;

+ Livrai-nos Deus, Nosso Senhor: com esta segunda cruz sobre os lábios, estamos pedindo para que de nossa boca só saiam palavras de louvor: louvor a Deus, louvor aos Seus Santos
e aos Seus Anjos; de agradecimento a Deus, pois tudo o que somos e temos são frutos da Sua misericórdia e do Seu amor e não dos nossos méritos: que as nossas palavras jamais sejam ditas para ofender o nosso irmão;

+ Dos nossos inimigos: esta terceira cruz tem como objetivo proteger o nosso coração contra os maus sentimentos: contra o ódio, a vaidade, a inveja, a luxúria e outros vícios;
fazer dele uma fonte inesgotável de amor a Deus, a nós mesmos e ao nosso próximo; um coração doce, como o de Maria e manso e humilde como o de Jesus.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo: como Jesus mandou os Apóstolos procederem.
(FONTE)


sábado, 3 de dezembro de 2011

pascoa

ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO PARA AS CRIANÇAS

ORAÇÃO:  PAI NOSSO - AVE MARIA – LEITURA BÍBLICA ( Jo 20, 1-9)

 Muitas vezes nos colocamos diante de Jesus na Eucaristia, envolvido com nossos problemas e tribulações, não aproveitamos esses momentos preciosos diante de Deus Vivo.

Jesus está nos dizendo: “não é preciso, meu filho, saber muito para agradecer, basta amar-me fervorosamente. Fale-me de com sua maneira simples, assim como falarias com o mais intimo dos amigos...”

 JESUS: Tens algum pedido em favor de alguém?

CRIANÇAS: Quero Senhor pedir-lhe que me ensines a te amar.

Perseverança :Nas Bodas de Caná
O vinho não faltou
Também não deixe Senhor
Faltar o alimento em nossa Vida

TODOS – Jesus Cristo humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

 JESUS E tu, não precisas de alguma graça?

CRIANÇAS: Jesus derrama sua benção sobre minha Família.

PERSEVERANÇA: O Senhor falou do Templo
Que o construiria em três dias
Nós queremos com Vós
Fazer parte desta Obra

TODOS – Jesus Cristo humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

 JESUS: Andas preocupado com algum projeto?

CRIANÇAS: Senhor o meu projeto é crescer na vida como pessoa cristã, tendo uma vida voltada para TI.

PERSEVERANÇA: Jesus, um dia o Senhor falou
O tempo está próximo
Lembre-se de nós, pois queremos
Estar sempre próximo de TI

TODOS – Jesus Cristo humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

   JESUS: Por acaso, está triste ou mal-humorado?

CRIANÇAS: Algumas vezes minha família discute, aí eu fico muito, mas muito triste mesmo.

PERSEVERANÇA:O Senhor convidou Mateus
O cobrador de impostos pra te seguir
Minha família também esta fazendo o mesmo
Estão começando a seguir o Senhor

TODOS – Jesus Cristo humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.



JESUS: Não tem alguma alegria que possas partilhar Comigo?

CRIANÇAS: Ah!... Lógico que tenho: quando eu rezo e converso contigo, principalmente quando vou deitar, me dá uma paz tão grande no coração.

PERSEVERANÇA: Jesus ontem mesmo o Senhor estava Conosco na Ceia, continua Senhor
Pois queremos fazer parte
Desse alimento Eucarístico

TODOS – Jesus Cristo humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.


JESUS: Não queres prometer-me alguma coisa?

CRIANÇAS: Prometo Senhor de terminar a minha caminhada na catequese
.
PERSEVERANÇA: O Senhor ia todo Domingo à Jerusalém Celebrar a Páscoa, o Senhor até se perdeu lá Quando era criança, lembra? Eu também vou todo Domingo celebrar a tua Páscoa

TODOS – Jesus Cristo humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

 JESUS: Filhinhos, espero que depois desta nossa conversa franca e amigável faça-se com que você sinta –se melhor?

CRIANÇAS: Senhor, estou começando a entender o que é Páscoa, mas estou me sentindo uma nova criança.

TODOS – Jesus Cristo humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

 CRIANÇAS: Sabemos Senhor que hoje          
É um dia muito triste, mas por outro lado estamos alegres, pois sabemos ser o caminho de nossa Salvação.


JESUS: Vocês sabem, eu não parti. Estarei com vocês todos os dias de suas vidas!

TODOS – Jesus Cristo humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

 JESUS: É muito bom saber que nunca estarei sozinho!

CRIANÇAS: Sabe Jesus!... O Senhor não partiu
Apenas foi em nossa frente
Preparar o caminho junto ao Pai

TODOS – Jesus Cristo humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

 CRIANÇAS: Senhor, vós já dialogastes conosco bastante. Permita que nós digamos o que mais temos para dizer-lhe!

PERSEVERANÇA: Sabe Jesus, uma coisa é muito certa:

CRIANÇAS: As criancinhas, lembra?
O Senhor falou:
Deixai-as virem!
Nós estamos aqui!

TODOS – Jesus Cristo humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

 CRIANÇAS: Deixa-me falar um pouquinho de nossa Mãe:

PERSEVERANÇA: Jesus, Maria não carregou a cruz de madeira, mas carrega uma dor,
Talvez ainda muito mais pesada
Que é ter presenciado o seu sofrimento.

TODOS – Jesus Cristo humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

JESUS: Já acabou a sua conversa eu ainda tenho tempo, ou melhor, todo tempo do mundo para você!

CRIANÇAS: Ah! Eu lembro de uma coisa:

PERSEVERANÇA: Lembra da vinha
Que o Senhor plantou
E mandou nós cuidarmos.
Ela vai dar muitos frutos

TODOS – Jesus Cristo humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

 PERSEVERANÇA: Tem também o cego:

CRIANÇAS: Lembra dele Senhor,
Que Vós curastes.
Nos também queremos
Ficar curados: cura-nos, Senhor

TODOS – Jesus Cristo humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

 CRIANÇAS: Tenho mais uma coisa a Lhe dizer:

PERSEVERANÇA:
É com muita tristeza que aqui estamos
Esperamos que o Senhor lembre-se de nós.

TODOS – Jesus Cristo humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

 TODOS: Senhor temos uma coisa pra’ Lhe contar:

TODAS AS CRIANÇAS: Pai!...Nós já aprendemos  a rezar e viver do jeito que o Senhor ensinou!...

PAI NOSSO...